Glosas são faturamentos não recebidos ou recusados nas organizações de saúde, por problemas de comunicação entre clínicas e convênios.
Em geral, acontecem quando as informações sobre um atendimento, fornecidas pelo prestador, não batem com o registro no banco de dados do plano de saúde. Esse é um problema que gera retrabalho, perda de tempo, atraso nos recebimentos e até prejuízos financeiros.
Além disso, as glosas expõem fragilidades nos processos assistenciais e administrativos, como falhas de registro, ausência de padronização e baixa integração entre áreas. Esses gargalos comprometem a eficiência operacional e aumentam a pressão sobre as equipes.
Entender as causas e estruturar rotinas preventivas é um passo estratégico para reduzir perdas, melhorar o relacionamento com as operadoras e garantir maior previsibilidade financeira para a instituição.
Neste artigo, conheça os tipos de glosas e as 6 principais dicas de como evitá-las na sua instituição. Confira!

O que são glosas?
Glosas são recusas totais ou parciais de pagamento feitas por operadoras de saúde sobre valores cobrados por hospitais e clínicas e ocorrem quando há divergências entre o que foi faturado e o que está previsto em contrato ou normas técnicas.
Erros em registros clínicos, codificação inadequada de procedimentos e falta de autorizações estão entre as causas mais comuns. Também podem surgir por prazos não cumpridos ou documentação incompleta no envio das guias.
As glosas impactam diretamente o fluxo de caixa e aumentam o retrabalho das equipes administrativas. Por isso, seu controle é essencial para manter a previsibilidade financeira da instituição.
Tipos de glosa
Existem diferentes tipos de glosas, que podem ser causadas por erros administrativos, falhas de procedimento, desatualização dos dados, entre outros fatores.
Conhecer cada um deles e entender suas causas ajuda a evitar que aconteçam. A seguir, listamos como as glosas são classificadas.
Glosas administrativas
São as recusas relacionadas a erros em questões administrativas, como a falta ou o preenchimento incorreto das guias de autorização indicadas pela operadora, fazem parte das glosas administrativas.
Também são registradas quando há falhas de digitação e cálculos incorretos. Costumam ser mais simples de resolver, com a correção dos dados e reenvio ao convênio.
Glosas técnicas
Esse tipo são registradas quando algum procedimento médico é contestado e se faz necessária a avaliação de um Auditor Técnico. Podem ocorrer quando há inconsistência dos dados e métodos aplicados no atendimento do paciente, desde o período de internação até os medicamentos utilizados.
São mais raras de acontecer e dependem da análise profissional de gestores e/ou auditores médicos.
Glosas lineares
Esse tipo de glosa é recorrente nos planos de saúde e ocorre quando há divergência entre o procedimento ou material utilizado e o convênio. Em geral, aparecem com uma justificativa que não é muito comum e que não condiz com a realidade.
Por exemplo, a instituição pode alegar que o valor do medicamento usado está acima do acordado, quando não está. Entretanto, quando esse tipo ocorre, a empresa tende a se codificar como “outros”.
Impactos das glosas nas instituições de saúde
As glosas afetam diretamente a sustentabilidade das instituições de saúde ao gerar impactos financeiros, operacionais e assistenciais que se refletem em toda a cadeia de atendimento, como:
- Prejuízo financeiro direto: valores não pagos pelas operadoras precisam ser absorvidos pela instituição, comprometendo o fluxo de caixa.
- Redução da previsibilidade de receitas: a recorrência de glosas dificulta o planejamento financeiro e orçamentário.
- Aumento de retrabalho administrativo: correções, recursos e reenvios de guias elevam custos e consomem tempo dos times.
- Comprometimento da continuidade assistencial: perdas financeiras resultam em falta de insumos, diminuição de serviços ou equipes.
- Impacto negativo na experiência do paciente: falhas operacionais e limitações de atendimento afetam a percepção de qualidade.
- Maior rigor das operadoras: erros recorrentes intensificam auditorias e exigem controles mais rígidos de conformidade.

Como evitar as glosas? 6 orientações importantes
Minimizar glosas exige controle rigoroso desde o cadastro até o envio final das cobranças aos convênios. Falhas simples de informação, registro ou validação comprometem o faturamento e aumentam o retrabalho. A seguir, veja orientações práticas para reduzir esses riscos na rotina das instituições de saúde.
- Valide os dados do paciente
Informações como CPF, número da carteirinha, convênio e plano precisam estar alinhadas às regras de cada operadora, pois divergências cadastrais geram recusas imediatas.
A validação antes do atendimento diminui erros já na origem do processo. Sistemas com regras automáticas impedem inconsistências.
- Confirme a autorização prévia
Muitos procedimentos exigem autorização antecipada do convênio. A ausência dessa validação resulta em glosa total do atendimento realizado. Checklists e protocolos padronizados asseguram que nenhuma etapa seja ignorada.
A integração do sistema de gestão com as operadoras torna esse controle mais seguro. Assim, o atendimento só avança quando há cobertura confirmada.
- Registre corretamente no prontuário
Registros incompletos, genéricos ou inconsistentes no prontuário, dificultam a comprovação clínica durante auditorias. É necessário descrever procedimentos, materiais, medicamentos e condutas com clareza.
A padronização dos registros reduz divergências entre assistência e faturamento, evitando glosas por falta de justificativa técnica.
- Use os códigos corretos
Erros na utilização de TUSS, TISS ou códigos próprios dos convênios são causas frequentes de glosas. Por isso, os profissionais precisam estar treinados e atualizados sobre as tabelas vigentes.
Cada operadora pode ter regras específicas de cobrança. Sistemas configuráveis ajudam a aplicar automaticamente os códigos corretos, diminuindo problemas de digitação e inconsistências administrativas.
- Analise os motivos das glosas
Monitorar os relatórios de glosas ajuda a detectar padrões recorrentes de erro. A análise constante revela falhas de processo, cadastro ou registro clínico. Com esses dados, é possível implementar ações corretivas direcionadas.
Esse acompanhamento transforma a glosa em informação estratégica, com o objetivo de minimizar reincidências ao longo do tempo.
- Aposte em ferramentas de análise de dados
Ferramentas de BI integradas ao HIS, RIS ou LIS acompanham indicadores de glosas em tempo real, dashboards facilitam a visualização de causas, setores mais impactados e valores perdidos e a automação reduz a dependência de controles manuais e planilhas isoladas.
Com dados estruturados, as decisões se tornam mais rápidas e precisas, fortalecendo o controle do faturamento e a previsibilidade financeira.

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