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O futuro do laudo pode não estar na sala de laudos

No começo da revolução industrial, a força das águas garantia o fornecimento de energia para o maquinário. Toda fábrica necessitava ficar perto de um rio que girava moinhos para obter essa energia. A transformação do vapor em força motriz tirou a fábrica da beira do rio, mas ainda assim eram necessários equipamentos complexos de transmissão e um posicionamento das máquinas que não condizia com o fluxo de trabalho.

 

A eletricidade veio depois, com uma vantagem incrível. O maquinário poderia receber separadamente a energia e, assim, os donos das fábricas ganhavam uma nova flexibilidade para expandir a operação e organizar de forma coerente o workflow.  

 

A liberdade que algumas tecnologias trazem são uma revolução para os setores nos quais são aplicadas. Contei essa pequena história para mostrar que uma nova tecnologia pode mudar a forma como trabalhamos, afetando diversos setores da economia e revolucionando o fluxo das atividades. Na área da saúde não poderia ser diferente.

 

Na radiologia, por exemplo, as novas estações de trabalho ou mesmo módulos de visualização no PACS podem oferecer condições de diagnóstico muito mais avançadas, que faz com que muitos defendam que o futuro pode estar dentro das salas de laudos. Acredito que, apesar do PACS ser o caminho lógico para a otimização do diagnóstico, não creio que isso acontecerá na sala física de laudos.

 

Há alguns anos já é factível tirar uma dúvida remotamente com um médico radiologista ou um profissional laudar de uma instituição de saúde distante do local onde foi feita a aquisição da imagem. Thomas Friedman, em 2014, já contava no livro O Mundo É Plano, sobre como hospitais americanos de pequeno e médio porte terceirizavam a elaboração de laudos das tomografias para médicos australianos, pois assim haveria uma maior velocidade de entrega, afinal há um fuso horário favorecendo isso. Uma vez que é feita a aquisição da imagem, ela está na nuvem e pode ser acessada em qualquer lugar, já não existe barreira para essa questão.

 

Claro que ainda há muito o que caminhar para que o laudo seja feito em aparelhos móveis, como um tablet ou um celular, e para que não necessitemos mais da sala de laudo física. Há ainda questionamentos como a resolução dos monitores, que passam por normas nas quais é necessária uma resolução mínima adequada para a visualização correta e segura de um exame, por exemplo. Isso talvez, num futuro próximo já não seja mais um grande percalço. A tendência é o barateamento do preço dos monitores de altíssima resolução e o aprimoramento das telas para aparelhos móveis para visualização mais fidedigna. Este futuro não está tão longe como parece, a mobilidade dos equipamentos e a conexão de internet estão cada vez mais acessíveis.

 

Esses pontos caracterizam uma nova revolução tecnológica na área da saúde bem similar àquela que a eletricidade trouxe às fábricas, com uma maior mobilidade e flexibilidade no fluxo de trabalho. A consequência disso é palpável não somente no mercado, mas também para o paciente, pois uma maior agilidade para entrega dos laudos, pode antecipar tratamentos e consequentemente salvar vidas.

 

Pixeon

A Pixeon é uma das maiores empresas de tecnologia para saúde da América Latina. Nossos sistemas para gestão de hospitais, clínicas, laboratórios e radiologia ajudam mais de 3 mil instituições de saúde a ganharem eficiência no Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia.

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