A busca por qualidade na saúde tem avançado para além de métricas clínicas e operacionais. Nesse contexto, os PREMs e PROMs ganham relevância ao incorporar a perspectiva do paciente na avaliação do cuidado.
Esses indicadores ampliam a análise tradicional ao considerar percepções, experiências e resultados vivenciados na prática. Com isso, tornam possível uma leitura mais completa sobre a efetividade das intervenções.
Esse movimento acompanha a transição para modelos assistenciais mais centrados na pessoa e orientados por valor, priorizando desfechos relevantes para quem recebe o cuidado.
Assim, a escuta qualificada do paciente se transforma em um elemento estratégico tanto para decisões clínicas quanto gerenciais.
Neste artigo, entenda o conceito de PREMs e PROMs, como fazer a coleta dessa métricas na prática e qual o papel da tecnologia na análise dessas informações. Confira!
O que são PREMs e PROMs
PREMs e PROMs são instrumentos estruturados que capturam a percepção do paciente sobre sua própria jornada de cuidado. As siglas significam Patient-Reported Experience Measures (PREMs) e Patient-Reported Outcome Measures (PROMs).
Ambos fazem parte do conceito de medidas relatadas pela pessoa assistida, coletadas de forma direta, sem interpretação de profissionais de saúde. Esses dados refletem a visão real de quem recebe o atendimento.
Assim, tornam-se insumos estratégicos para avaliar excelência assistencial, fortalecendo as escolhas baseadas em valor.

O que são PREMs
Os PREMs avaliam a experiência do paciente ao longo de toda a sua jornada. Essas medidas consideram fatores relacionados à forma como o cuidado é entregue, incluindo aspectos como comunicação com o time, clareza das orientações e período de espera. Também analisam acolhimento, organização do serviço e percepção geral da atenção recebida.
O que são PROMs
Os PROMs mensuram os resultados de saúde percebidos pela própria pessoa assistida após intervenções. Esses indicadores focam no impacto do cuidado na vida cotidiana, avaliando elementos como dor, mobilidade, funcionalidade e qualidade de vida.
Com isso, permitem entender se o tratamento gerou benefícios concretos sob a ótica do paciente.
Qual a diferença entre PREMs e PROMs
A diferença entre PREMs e PROMs está no foco da análise: experiência versus resultado. Enquanto os PREMs avaliam como a pessoa percebe o atendimento, como tempo de espera, clareza das orientações e acolhimento, os PROMs mensuram os efeitos do cuidado na sua saúde.
Na prática, um paciente pode relatar boa experiência durante uma consulta, mas ainda apresentar dor ou limitação após o tratamento, evidenciando respostas insatisfatórias. Por outro lado, é possível ter bons desfechos clínicos mesmo com situações negativas.
Nesse sentido, PREMs e PROMs se complementam, permitindo uma avaliação mais abrangente da qualidade assistencial, ao considerar tanto a jornada da pessoa assistida quanto o impacto das intervenções na sua vida.
Por que esses indicadores são importantes para hospitais
PREMs e PROMs têm relevância estratégica ao incorporar a percepção do paciente como dado estruturado para gestão hospitalar.
Essas métricas apoiam iniciativas de melhoria da excelência, ao evidenciar falhas e oportunidades na jornada assistencial e também contribuem para a segurança, detectando pontos críticos no cuidado prestado.
Além disso, monitoram respostas clínicas sob a perspectiva do próprio paciente. Com isso, os hospitais direcionam ações mais assertivas e centradas na pessoa. Esse cenário se conecta diretamente a modelos de gestão orientados a valor.

Contribuição para a saúde baseada em valor
No Value-Based Healthcare, PREMs e PROMs mensuram o valor entregue com base em desfechos percebidos. Esses indicadores ampliam a avaliação da qualidade ao integrar experiência e resultados clínicos.
Também sustentam modelos de remuneração baseados em desempenho e efetividade da atenção. Assim, alinham eficiência operacional com melhores respostas.
Como coletar PREMs e PROMs na prática
A coleta de PREMs e PROMs na prática envolve o uso de instrumentos estruturados aplicados ao longo da jornada assistencial. Esses dados são obtidos por meio de questionários padronizados, digitais ou impressos, adaptados a diferentes contextos clínicos.
As pesquisas podem ser realizadas antes, durante e após o tratamento, garantindo uma visão contínua da experiência e das respostas percebidas.
Também é comum integrar essas ferramentas a sistemas eletrônicos para facilitar a coleta e análise das informações.
Momentos da jornada do paciente para coleta de dados
A coleta ocorre em diferentes fases do processo, conforme o objetivo da análise. Durante consultas, é possível avaliar condições iniciais e expectativas do paciente.
Após procedimentos ou durante internações, as informações ajudam a entender a experiência e a resposta ao cuidado. No pós-tratamento, mensuram desfechos clínicos e impacto na qualidade de vida.

O papel da tecnologia na análise desses dados
Os sistemas têm elevado a capacidade de coletar, organizar e analisar PREMs e PROMs de forma estruturada. A tecnologia escala a coleta de dados, garantindo maior volume de respostas com consistência e rastreabilidade.
Plataformas digitais viabilizam a aplicação de questionários em diferentes pontos da jornada, com integração a softwares clínicos. Essas informações são centralizadas em dashboards analíticos que facilitam o acompanhamento de indicadores e tendências.
Com isso, os gestores identificam oportunidades de melhoria com base em evidências centradas no paciente.
Contar com sistemas robustos e completos é fundamental para assegurar eficiência e excelência no gerenciamento desses dados. A Pixeon se posiciona como parceira estratégica ao oferecer soluções que transformam dados em inteligência para a gestão hospitalar.
Desafios na implementação
A implementação dos PREMs e PROMs envolve obstáculos que vão além da coleta de dados, exigindo ajustes em processos, cultura organizacional e uso estratégico das informações.
As empresas precisam estruturar fluxos consistentes, garantir adesão dos pacientes e preparar os profissionais para atuar com esses tipos de indicadores. Além disso, a excelência e a união dos dados impactam diretamente a confiabilidade das análises e a geração de valor.
Por isso, alguns pontos críticos se destacam quando se fala de desafios na aplicação:
- Engajamento dos pacientes: assegurar alta taxa de resposta e participação contínua ao longo da jornada.
- Padronização dos instrumentos de coleta: utilizar questionários validados e comparáveis entre diferentes contextos e períodos.
- Integração com softwares de informação: conectar as informações aos prontuários eletrônicos e plataformas clínicas para evitar silos.
- Análise dos dados coletados: transformar respostas em insights acionáveis por meio de dashboards e indicadores estratégicos.
O futuro da avaliação da experiência do paciente
A avaliação da experiência da pessoa assistida tende a ganhar protagonismo nos planos de gestão em saúde nos próximos anos. O uso de dados relatados pelos próprios pacientes aumenta a compreensão sobre a qualidade assistencial de forma mais completa.
Esses indicadores devem se consolidar como base para iniciativas de melhoria contínua e tomada de decisão orientada por informações. Em paralelo, a saúde baseada em valor passa a depender cada vez mais dessas métricas para mensurar resultados reais.
A transformação digital acelera esse movimento ao viabilizar coleta em escala e análise estruturada dos dados. O uso integrado de informações clínicas e reportadas por quem é cuidado, possibilita uma visão mais precisa sobre o impacto do cuidado.
Com isso, a tecnologia se torna um diferencial competitivo para as corporações que buscam eficiência e qualidade na jornada do paciente.
Quem investe nessa integração eleva sua capacidade de gerar valor, melhorar desfechos e fortalecer a experiência do seu público.
Perguntas Frequentes
Sobre a Pixeon
Pixeon é a empresa brasileira com um dos maiores portfólios de softwares para o mercado de saúde.
Nossas soluções atendem hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem, tanto em gestão (HIS, CIS, RIS e LIS), quanto no processo diagnóstico (PACS e Interfaceamento laboratorial), garantindo mais desempenho e gestão de alta performance em instituições de saúde.
O software HIS/CIS para hospitais e clínicas, Pixeon Smart, é completo e integra toda a instituição em um só sistema, além de ser certificado no mais elevado nível de maturidade digital pela SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde).
Já são mais de 3 mil clientes no Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia e milhões de pacientes atendidos anualmente por meio das nossas plataformas.
Aproveite para solicitar um contato comercial, converse com nossos especialistas, tire suas dúvidas e saiba mais detalhes das nossas soluções para Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Centros de Diagnóstico.



