Telemedicina: vantagens e ferramentas para profissionais de saúde

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A telemedicina conecta pacientes e profissionais de saúde, tornando o atendimento mais acessível e eficiente. A aplicação de tecnologias permite a realização de consultas, diagnósticos e monitoramento remoto, reduzindo deslocamentos e tempo de espera.

Durante a pandemia, o modelo ganhou visibilidade, mas sua utilização vem crescendo de forma estruturada e integrada aos serviços de saúde.

Para clínicas e hospitais, a telemedicina representa uma oportunidade de ampliar a capacidade de atendimento, otimizar recursos e garantir mais segurança no compartilhamento de informações médicas. 

Entenda mais neste artigo!

O que é e como funciona a telemedicina?

A telemedicina é a prática de assistência médica realizada à distância, utilizando tecnologias digitais para fornecer consultas, diagnósticos, acompanhamento e gestão em saúde.

Diferente de uma simples videoconferência entre médicos e pacientes, ela representa uma abordagem estratégica alinhada à quádrupla meta estabelecida pelo Institute for Healthcare Improvement: melhor experiência para o paciente, gestão eficaz da saúde populacional, eficiência operacional aprimorada e maior satisfação dos profissionais de saúde envolvidos.

Para compreender sua importância, basta avaliar o custo e os desafios enfrentados por um cidadão que precisa se deslocar em uma cidade como São Paulo para uma avaliação presencial em um pronto atendimento.

 

Telemedicina: vantagens e ferramentas para profissionais de saúde

 

São perdas significativas de tempo produtivo, emissão de gases poluentes pelo transporte, longas esperas nas unidades de saúde e exposição desnecessária a riscos diversos. 

Nesse contexto, a telemedicina surge como alternativa altamente vantajosa, oferecendo ao paciente uma experiência mais prática e confortável, com redução de custos e melhorias expressivas na qualidade de vida.

Dessa forma, a telemedicina garante um atendimento mais ágil, seguro e eficiente, beneficiando populações tanto em áreas urbanas quanto em regiões rurais ou remotas.

Quem pode atender por telemedicina?

No Brasil, médicos devidamente registrados nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) estão autorizados a realizar atendimentos via telemedicina.

Conforme determina a Resolução nº 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina (CFM), os profissionais precisam garantir que a consulta ocorra de forma ética e segura. É exigido que o médico respeite todos os critérios estabelecidos no Código de Ética Médica.

Outros profissionais de saúde, como enfermeiros, nutricionistas e psicólogos, também podem atuar em serviços digitais. Entretanto, cada categoria profissional deve seguir as normativas específicas emitidas pelos seus respectivos conselhos profissionais.

É importante também destacar que todos os profissionais envolvidos em atendimentos virtuais precisam manter atualizados os registros clínicos dos pacientes. Esses registros garantem segurança e continuidade no acompanhamento, além de atender às exigências legais previstas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regulamenta o tratamento de informações pessoais no país.

O que diz a legislação para a telemedicina? 

A prática da telemedicina no Brasil evoluiu significativamente nos últimos anos, especialmente após a pandemia de Covid-19. Atualmente, a legislação brasileira estabelece diretrizes claras para a prestação de serviços de saúde à distância.​

Aprovada em 27 de dezembro de 2022, a Lei nº 14.510/2022 regulamenta e permite a prática da telessaúde em todo o país. Essa legislação estabelece que a telemedicina consiste na oferta de serviços de saúde à distância, utilizando tecnologias de informação e comunicação.

Além disso, garante ao profissional de saúde a autonomia para decidir sobre a utilização ou não dessa modalidade, podendo optar pelo atendimento presencial sempre que julgar necessário. A lei também assegura que a telessaúde seja realizada com o consentimento livre e esclarecido do paciente.

Em 5 de maio de 2022, o CFM publicou a Resolução nº 2.314/2022, que citamos anteriormente e, apesar de destacar que a consulta presencial continua sendo o padrão ouro no atendimento ao paciente, definiu a telemedicina como um recurso complementar relevante na assistência médica.

 

Telemedicina: vantagens e ferramentas para profissionais de saúde

 

Os planos de saúde cobrem os atendimentos à distância?

A cobertura das consultas por telemedicina é obrigatória para planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Conforme à  Nota Técnica nº 6/2020 da ANS, os planos devem cobrir os atendimentos à distância como parte dos procedimentos contratados pelos beneficiários, desde que previstos no rol de procedimentos da agência reguladora.

As operadoras precisam garantir aos beneficiários o acesso à teleconsulta em condições semelhantes aos atendimentos presenciais contratados. Isso significa que consultas médicas e terapias realizadas por vídeo ou outros meios digitais devem ter cobertura quando corresponderem a serviços autorizados pelo plano contratado pelo usuário.

Dessa maneira, a ANS busca assegurar aos pacientes o direito ao atendimento remoto sem custos adicionais, ampliando o acesso à saúde de forma segura e eficiente.

O que pode ser atendido em telemedicina?

Consultas médicas, orientações gerais de saúde, acompanhamento de doenças crônicas e avaliação de exames podem ser realizados por telemedicina.

Atendimentos em especialidades como clínica geral, cardiologia, psiquiatria, dermatologia e endocrinologia também são frequentemente oferecidos nessa modalidade. A prescrição médica digital e a emissão de atestados médicos estão autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina.

A telemedicina também permite a realização de triagens para identificar a necessidade de atendimento presencial urgente. Consultas para pacientes em tratamento contínuo, como hipertensão, diabetes e transtornos psicológicos, são adequadas para acompanhamento à distância. 

Contudo, procedimentos invasivos, exames físicos detalhados ou situações clínicas emergenciais ainda exigem atendimento presencial. Nessas circunstâncias, a telemedicina serve principalmente como forma complementar para a triagem, orientação inicial e agendamento de atendimentos presenciais quando necessários.

As teleconsultas podem ser gravadas?

A gravação das teleconsultas é permitida desde que haja consentimento prévio e explícito dos pacientes envolvidos. Essa autorização deve ser formalizada em termo específico assinado pelo paciente antes do início da consulta.

A gravação precisa ser armazenada de forma segura, garantindo a privacidade e confidencialidade das informações conforme determina a LGPD.

A utilização de plataformas adequadas é necessária para assegurar o armazenamento seguro e protegido das gravações. Estas ferramentas devem utilizar criptografia e armazenamento em nuvem, mantendo os dados acessíveis apenas aos profissionais autorizados.

Cumprir essas normas garante segurança jurídica e protege profissionais e pacientes durante todo o processo de atendimento por telemedicina.

 

Quais são os benefícios da telemedicina?

A telemedicina amplia o acesso à saúde e melhora a eficiência na prestação de serviços médicos. As clínicas e hospitais reduzem custos, otimizam recursos e ampliam a capacidade de atendimento sem grandes mudanças estruturais.

O modelo também permite o monitoramento contínuo de pacientes, melhora a troca de informações médicas e facilita a colaboração entre profissionais, contribuindo para um cuidado mais ágil e coordenado.

Aumento no acesso aos serviços de saúde

Entre 2023 e 2024, a Rede Brasileira de Telessaúde, coordenada pelo Ministério da Saúde, realizou cerca de 4,6 milhões de teleatendimentos, incluindo teleconsultas, telediagnósticos, emissão de laudos a distância e teleconsultorias entre profissionais.

Ainda segundo o Ministério, na Atenção Especializada, o número de consultas cresceu 99,8% entre 2022 e 2024, passando de 679 mil para mais de 1 milhão de atendimentos — superando, inclusive, os números registrados em 2021, durante a pandemia.

As regiões rurais ou periféricas têm mais dificuldade em atrair médicos e especialistas presencialmente. Com consultas remotas, clínicas dessas localidades oferecem atendimento especializado sem necessidade de deslocamento dos pacientes, permitindo tratar casos que antes ficariam sem diagnóstico adequado.

 

Telemedicina: vantagens e ferramentas para profissionais de saúde

 

Redução de custos para instituições de saúde

Teleconsultas geram economia para clínicas ao diminuir gastos com infraestrutura, como espaços financeiros e equipamentos médicos. Também cobre despesas relacionadas ao deslocamento de pacientes e médicos, especialmente em regiões afastadas ou com logística limitada.

A telemedicina permite que os profissionais atendam mais pacientes no mesmo período, aumentando a eficiência das equipes. Dessa forma, as clínicas podem ampliar a capacidade de atendimento sem ampliar fisicamente suas instalações.

A economia obtida permite reinvestir recursos em melhorias técnicas, treinamento de equipes ou aquisição de tecnologias adicionais.

Melhoria no monitoramento de doenças crônicas

Consultas online facilitam o acompanhamento contínuo de pacientes com doenças crônicas, proporcionando avaliações regulares e ajustes rápidos nos tratamentos. No Brasil, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) são responsáveis ​​por cerca de 1,8 milhão de internações anuais no Sistema Único de Saúde (SUS).

A telemedicina reduz a necessidade de deslocamentos frequentes, especialmente para pacientes com mobilidade limitada ou residentes em áreas remotas. Essa proximidade virtual entre médicos e pacientes permite a identificação precoce de complicações, contribuindo para a diminuição de internações hospitalares.

Com um acompanhamento mais eficaz, clínicas e hospitais podem melhorar indicadores de saúde, como controle glicêmico, pressão arterial e adesão aos tratamentos prescritos. 

Integração ágil de informações médicas

A telemedicina facilita o compartilhamento rápido de informações clínicas por meio de sistemas digitais, permitindo que profissionais de saúde acessem prontuários eletrônicos de forma imediata. Essa agilidade reduz a ocorrência de erros médicos e melhora a comunicação entre as equipes responsáveis ​​pelos tratamentos.

No Brasil, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) exemplifica essa integração, permitindo a interoperabilidade de dados de saúde entre diferentes estabelecimentos e órgãos gestores.

A digitalização dos prontuários permite o armazenamento e o acesso em tempo real às informações dos pacientes, melhorando a continuidade dos tratamentos e a cooperação entre profissionais de saúde.

 

Como escolher uma plataforma de Telemedicina segura?

Com o crescimento da telemedicina, surgiram muitas plataformas disponíveis no mercado brasileiro. Escolher uma plataforma segura exige atenção a aspectos técnicos, legais e práticos. 

Conheça algumas dicas úteis para tomar essa decisão com segurança.

Segurança e proteção de dados

Uma plataforma segura segue a LGPD e mantém informações criptografadas. Verifique se ela possui certificações de segurança, como ISO 27001, que garantem padrões rigorosos. Consulte a política de privacidade e confirme que o sistema utiliza métodos seguros para armazenar prontuários e informações sigilosas dos pacientes.

Aprovação e conformidade legal

A plataforma escolhida precisa estar regulamentada e autorizada por órgãos competentes, como o CFM. Certifique-se de que a ferramenta está cadastrada corretamente no órgão regulador regional, garantindo a conformidade com as normas do Ministério da Saúde e legislações vigentes.

Recursos e funcionalidades essenciais

Liste quais necessidades são prioritárias na sua clínica, como prontuários eletrônicos integrados, prescrição digital e emissão de atestados médicos. Escolha uma plataforma que ofereça ferramentas completas para realização de consultas por vídeo, chat e envio seguro de documentos.

Suporte técnico

A disponibilidade de suporte técnico rápido facilita o uso diário do sistema. Opte por empresas que forneçam assistência permanente, especialmente durante horários de maior fluxo. Um suporte ágil melhora a experiência dos pacientes e ajuda médicos a resolverem problemas técnicos sem interrupções.

Usabilidade e experiência do paciente

Pacientes valorizam plataformas intuitivas, que oferecem facilidade no agendamento e acesso rápido às consultas. Escolha ferramentas com interfaces simples, navegação clara e acessíveis por computador ou celular. Uma experiência agradável e segura contribui diretamente para maior adesão e satisfação dos pacientes.

A telemedicina segue evoluindo e se tornando parte do cotidiano das instituições de saúde, permitindo atendimentos mais acessíveis, seguros e eficientes. O impacto positivo dessa abordagem se reflete na otimização de recursos, na melhoria do acompanhamento de pacientes e na integração de informações médicas.

Para aprofundar a discussão sobre os desafios da transformação digital na saúde, confira o episódio do nosso podcast: Odesafio da transformação digital na saúde pública.

Sobre a Pixeon  

Pixeon é a empresa brasileira com um dos maiores portfólios de softwares para o mercado de saúde.

Nossas soluções atendem hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem, tanto em gestão (HIS, CIS, RIS e LIS), quanto no processo diagnóstico (PACS e Interfaceamento laboratorial), garantindo mais desempenho e gestão de alta performance em instituições de saúde.   

O software HIS/CIS para hospitais e clínicas, Pixeon Smart, é completo e integra toda a instituição em um só sistema, além de ser certificado no mais elevado nível de maturidade digital pela SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde).   

Já são mais de 3 mil clientes no Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia e milhões de pacientes atendidos anualmente por meio das nossas plataformas.

Escrito por:

Luana
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