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Tudo que você precisa saber para alcançar a certificação HIMSS

Por Pixeon em 19 de dezembro de 2017

HIMSS

 

Como garantir que as tecnologias de ponta sejam uma das preocupações da instituição? A Health Information and Management Systems Society, ou HIMSS, tem a mesma preocupação. Por meio dela é que são obtidas certificações que elevam o hospital para um novo nível de excelência. A HIMSS é uma associação fundada na década de 60, nos Estados Unidos, mas de abrangência internacional e com grande influência no segmento de saúde. Passar pelos estágios da HIMSS é um desafio importante para os gestores hospitalares. Neste ano, o Hospital Cárdio Pulmonar, cliente Pixeon, alcançou a certificação de nível 6.

 

Dentro do tema HIMSS, há outra iniciativa bastante relevante e que corrobora para o crescimento do setor da saúde em sintonia com a evolução tecnológica. O Electronic Medical Record Adoption Model (EMRAM) é um Modelo de Adoção do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) voltado para que as instituições consigam utilizar todo o potencial das soluções digitais e, consequentemente, aumentar a qualidade dos serviços prestados.

 

A primeira versão do EMRAM foi concebida em 2005 e, a partir de então, alcançou importância global, sendo uma referência de qualidade para instituições de saúde em qualquer parte do mundo. Para alcançar a certificação HIMSS – EMRAM é preciso que o hospital esteja de acordo com as situações descritas nos estágios do processo, que vão de 0 até 7. Sendo que 7 é uma situação ideal, no qual se garante fluxos de processos 100% paperless e imersos na utilização do PEP e integrações com novas tecnologias que permitam relatórios e atendimentos baseados em dados e transformados em informação inteligente.

 

HIMSS: por que é tão importante a adoção do PEP?

 

O Prontuário Eletrônico do Paciente, conhecido como PEP, é considerado um marco histórico no atendimento ao paciente. A adoção da tecnologia traz diferentes benefícios para todas as partes envolvidas no processo. As próprias pessoas atendidas conseguem se tornar mais engajadas no que está acontecendo em seus procedimentos e têm uma consciência maior da própria saúde e da segurança dos dados fornecidos para a instituição.

 

Numa instituição, é comum existirem diferentes especialidades envolvidas num mesmo atendimento e diagnóstico, como cardiologia, oncologia, entre outros. Em outras palavras, há dados por todos os lados e que são essenciais para garantir a precisão do resultado final. A questão é como reunir e organizar as informações que parecem tão espalhadas. O PEP é uma forma de garantir que haverá um fluxo seguro para unificá-las.

 

Como o PEP funciona como um unificador? A partir da tecnologia, um procedimento irá criar subsídios para os próximos. Num fluxo, há um acúmulo de dados e, quando bem organizados, podem ser um dos grandes influenciadores de decisão para os médicos. Também fornece as instruções necessárias para tratamentos complexos, como os que utilizam medicamentos num exame.

 

Na rotina de um hospital, e por isso é também relevante para a HIMSS, o PEP substitui o que antes era o prontuário de papel. É o fim da circulação sem fim das fichas físicas. Não há mais risco de atrasos por conta do processo de leva e traz de documentos e as informações ficam muito mais seguras quando armazenadas num único local.

 

HIMSS: do paperless até o cruzamento inteligente de dados

 

O PEP, como falamos, é capaz de tornar o hospital em um local Paperless. Ou seja, não há mais necessidade de nenhum documento físico circulando pelos corredores, como pedidos de exames, autorizações, entre outros. Está tudo armazenado de forma segura em um único local. Isso já é um grande avanço. Mas há ainda mais benefícios que, mesmo intangíveis, são primordiais para o progresso do segmento da saúde.

 

Quando é preciso escrever as observações num prontuário, se torna muito mais complicado criar uma inteligência em cima de dados. A eficiência do fluxo de informações faz do PEP muito mais do que um repositório, mas uma ferramenta para análise que irá auxiliar a todos. Com números e observações cruzadas, é possível gerar conhecimento sobre diferentes tópicos, o que é fundamental para a área assistencial.

 

A busca pelo HIMSS é também um planejamento para tornar o hospital digital. E, nesse caso, é preciso adotar determinadas tecnologias. Neste momento, o setor de TI é um dos grandes aliados. Eles poderão indicar soluções que irão manter a segurança dos dados do paciente, qualidade na utilização do sistema e também retorno financeiro. Cada passo dado é mais um estágio para alcançar ao objetivo da digitalização da instituição. Para isso, um PEP sólido faz parte dos pré-requisitos para avançar.

 

O HIMSS é bastante voltado para o uso do PEP e integrações com outras tecnologias que possam alçar a instituição para o patamar de hospital digital. Neste contexto, o paperless é um dos destaques, assim como a certificação digital e a digitalização de documentos. Todos de acordo com as normas que regem o segmento da saúde. Mas indo além, o PEP auxilia na inteligência. O que é um trabalho que envolve investimento tecnológico e impactos nas diversas áreas, do suporte até a gestão. A informação se torna segura, rápida e confiável.

 

O processo de avaliação do estágio no HIMSS

 

Para que o hospital receba uma certificação de acordo com o estágio do HIMSS é preciso passar por determinadas etapas de avaliação. Além da inscrição, há um questionário que irá extrair das respostas, de questões subjetivas, o estágio provável. Se alcançar o nível 6, exista ainda uma averiguação do uso das soluções tecnológicas exigidas. Nisso, haverá uma nova rodada de perguntas que irão requerer mais detalhadamente informações.

 

É preciso enfatizar que o segundo questionário irá entrar profundamente no uso do PEP e tecnologias correlatas. O HIMSS Analytics irá analisar as questões e a instituição poderá passar para uma “ligação de validação”, por meio de webconferência, que deverá ser apresentado para a equipe do HIMSS os argumentos que comprovam as condições exigidas.

 

Depois destas análises, caso os avaliadores classifiquem o hospital como um provável 6 ou 7, há uma última averiguação. Dessa vez, é feito um processo in loco, no qual os próprios profissionais do HIMSS se deslocam até a instituição para coletar informações. Eles irão conhecer os processos de ponta a ponta, percorrer as alas e conversar com a equipe que atua no local, desde médicos até gestores. Assim, conseguem comprovar o uso dos recursos na prática.

 

Caso tudo esteja 100% de acordo com o EMRAM, é emitida a certificação de estágio 6 ou 7, como aconteceu recentemente no Brasil, com o Hospital Cárdio Pulmonar. Junto com o certificado, há um relatório que deve ser avaliado pelos gestores do hospital, pois nele estarão os processos que foram bem classificados e aqueles que devem ser melhorados.

 

O artigo “Como chegar aos estágios 6 e 7 do EMRAM?”, de 2016, apontou que em 2015, a HIMSS havia analisado cerca de 8 mil instituições diferentes globalmente. No Brasil, apenas 7 hospitais conquistaram o estágio 6.

 

Quais os pré-requisitos de cada estágio do HIMSS

 

Em seu próprio site, o HIMSS Brasil mostra sucintamente o grau de cada capacidade do modelo EMRAM. Para alcançar determinado estágio, o hospital precisa progredir continuamente no uso do PEP e aplicações que irão tornar o ambiente mais qualificado. Lembrando que a classificação começa com 0, sem nenhuma perspectiva de uso de tecnologia para assistência, até o 7, que seria o nível de excelência.

 

Estágio 0: não possui nenhum sistema clínico-departamental instalado, não há apoio de automatizações para assistência e sem informações online.

 

Estágio 1: conta com os sistemas mais básicos: os serviços de apoio de Laboratório, Radiologia e Farmácia.

 

Estágio 2: preza pela integração das informações de forma unificada num sistema. De acordo com o próprio HIMSS: repositório de dados clínicos unificado, vocabulário médico controlado, sistema de apoio à decisão clínica e interoperabilidade de informação.

 

Estágio 3: entra fortemente a necessidade da enfermagem utilizar o PEP para anotações gerais, entre outros, com a checagem por meio do sistema. Ou seja, já existe uma documentação clínica e um sistema de suporte à decisão que permita a checagem de erros.

 

Estágio 4: prescrição médica em um sistema de prescrição de exames e procedimento para o assistencial.

 

Estágio 5: PACS rodando completo na instituição e com a possibilidade de eliminar o uso de filme nas imagens médicas, tornando o hospital filmless.

 

Estágio 6: todos os requisitos citados anteriormente e mais documentação médica (modelos), sistema de suporte à decisão clínica completo e circuito fechado de medicação completo. Os prontuários são utilizados em diferentes níveis e o circuito abrange toda a instituição. Estão envolvidas tecnologias para beira-leito e o registro completo da administração e checagem de medicação. O apoio à decisão pode ser passivo ou ativo, mas o ideal é que seja propositivo.

 

Estágio 7: o PEP está completamente integrado ao hospital e em uso por diversos setores. Os dados gerados são utilizados para inteligência, ou Business Intelligence (BI). Há dados clínicos de cada parte da instituição. Nisso, entram o registro médico eletrônico completo e sistemas analíticos que irão otimizar os cuidados de saúde.

 

A complexidade do nível 7, como enfatiza a ANAHP, é o grau de exigência. Agora, é preciso nutrir informações de hemoderivados e nutrição parental, adoção de política de disaster recovery, 100% paperless, sistema de apoio interativo e propositivo, ferramentas de análise para inteligência no uso de dados.

 

Buscar a certificação HIMSS pelo modelo EMRAM não só garante a credibilidade do hospital, mas faz com a evolução tecnológica esteja de fato presente e contribuindo para todos.

 

Quer saber mais sobre HIMSS? Deixe sua dúvida ou sugestão nos comentários abaixo!

 

beira-leito

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