Guardar os exames de pacientes é uma prática que exige atenção a critérios técnicos, operacionais e jurídicos nas instituições de saúde. A correta gestão desses documentos impacta diretamente a organização interna e a segurança das informações clínicas.
Muitos profissionais ainda enfrentam dúvidas sobre responsabilidades e procedimentos adequados. A falta de clareza pode gerar riscos legais e dificuldades no atendimento. Nesse contexto, entender como guardar os exames de pacientes de forma adequada é parte central da gestão documental em saúde.
Neste artigo, conheça as 5 dúvidas comuns sobre guardar os exames de pacientes e como garantir um acesso seguro e prático nesse armazenamento. Confira!
Por quanto tempo guardar os exames de pacientes?
Guardar exames de pacientes por pelo menos vinte anos é uma exigência legal no Brasil e deve seguir prazos bem definidos.
De forma geral, esses documentos devem ser guardados por pelo menos duas décadas contadas a partir do último registro no prontuário do paciente. A regra vale tanto para os físicos quanto aos digitais, o que assegura proteção jurídica e continuidade do atendimento.
Lei para entrega de exames
A legislação que trata sobre guardar exames de pacientes é a Lei nº 13.787/2018, criada para regulamentar a digitalização, o armazenamento e o descarte de documentos de saúde. Mesmo quando o exame é entregue, a instituição deve arquivar uma cópia do laudo.
A norma também autoriza a guarda virtual, desde que sejam respeitados critérios de autenticidade, integridade e sigilo, impactando diretamente clínicas, centros de diagnóstico por imagem e laboratórios que precisam estruturar processos adequados de gestão documental. Essas diretrizes orientam diretamente como guardar os exames de pacientes conforme a legislação vigente.
Lei para entrega de exames de imagem
Os exames de imagem também seguem as mesmas regras previstas na Lei nº 13.787/2018 e nas normas médicas vigentes. A legislação possibilita que exames como radiografias, tomografias e ressonâncias sejam entregues em formato digital, mídia física ou impresso.
Independentemente do formato de entrega, o laudo médico deve permanecer arquivado pela instituição pelo prazo legal. A guarda adequada garante rastreabilidade, segurança da informação e suporte clínico futuro.
O principal impacto está na adoção de sistemas que assegurem acesso, preservação e confidencialidade das imagens.
5 dúvidas comuns sobre guardar os exames de pacientes
A guarda de exames de pacientes é uma obrigação legal que gera muitas dúvidas em clínicas, laboratórios e centros de radiologia. A seguir, esclarecemos quais são as principais questões sobre o tema com base nas normas vigentes.
1. Quando o paciente não retira o exame radiológico realizado dentro do prazo de 30 dias, por quanto tempo a clínica deve guardá-lo?
A instituição deve manter a guarda de resultados de exames de pacientes pelo prazo mínimo de 20 anos, contados a partir do último registro no prontuário. Esse prazo está definido na Lei nº 13.787/2018, que regula a guarda, digitalização e descarte de documentos de saúde no Brasil.
A regra vale tanto para exames físicos quanto virtuais, independentemente de o paciente ter retirado ou não o exame.
2. A responsabilidade da clínica pela guarda termina quando o paciente retira o exame radiológico?
A responsabilidade pela guarda do exame físico pode ser encerrada após a entrega ao paciente, desde que seja devidamente registrada. No entanto, a instituição continua obrigada a manter arquivada uma via do laudo médico.
Esse entendimento está alinhado à Lei nº 13.787/2018 e a pareceres do Conselho Federal de Medicina que tratam da composição do prontuário.
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3. O protocolo de retirada do exame pelo paciente é suficiente para liberar a instituição do dever de guarda dessa documentação?
O protocolo de retirada é suficiente para comprovar a entrega do exame, mas não elimina a obrigação de guarda do laudo.
A instituição deve manter o documento arquivado pelo prazo legal pois faz parte do prontuário e pode ser necessário para fins assistenciais, éticos ou jurídicos. O registro da entrega precisa conter data, identificação do paciente ou responsável e assinatura.
4. Quando o serviço é prestado dentro de um complexo hospitalar, mas de forma autônoma, a entrega do exame a outro setor libera o serviço terceirizado da responsabilidade pela guarda?
Não necessariamente. Em serviços prestados dentro de instituição hospitalar, os exames e laudos integram o prontuário do paciente, cuja guarda é responsabilidade da instituição assistencial.
Enquanto estiverem sob sua posse, o prestador terceirizado deve assegurar integridade, sigilo e rastreabilidade documental, mas a custódia institucional do prontuário permanece vinculada ao hospital.
A transferência entre setores deve ser formalizada por protocolo para garantir controle e comprovação.
5. Após a digitalização dos exames, a instituição pode destruir os documentos originais antes do término do prazo de guarda?
Sim, desde que siga integralmente os critérios estabelecidos na Lei nº 13.787/2018, que permite a eliminação dos documentos físicos após a conversão para meio digital seguro.
O sistema utilizado precisa assegurar autenticidade, integridade, confidencialidade e rastreabilidade das informações. Mesmo após a eliminação do papel, os documentos eletrônicos devem ser mantidos também pelo prazo mínimo legal de 20 anos.

Armazenamento inteligente de exames: como garantir acesso seguro e prático?
A forma como os exames são armazenados influencia diretamente a rotina clínica e administrativa das instituições de saúde. Esse cuidado é essencial para guardar os exames de pacientes com segurança e disponibilidade ao longo do tempo. Processos digitais bem estruturados permitem acesso rápido às informações e reduzem falhas operacionais.
Para isso, é necessário adotar práticas que priorizem organização, segurança e disponibilidade dos dados.
Opte por soluções com armazenamento em nuvem
Soluções de armazenamento em nuvem possibilitam consultar exames de forma remota, sem burocracias. O controle de acessos define quem pode visualizar, editar ou compartilhar informações.
Atualizações automáticas mantêm a plataforma estável e protegida contra vulnerabilidades. Esse modelo também facilita a integração com outros sistemas de saúde.
Organize os exames por paciente e tipo de procedimento
Classificar os exames por paciente e modalidade de procedimento torna a gestão da informação mais ágil.
Quando vinculados ao prontuário eletrônico, os registros ficam centralizados e padronizados, simplificando a busca por exames anteriores e melhorando a análise do histórico clínico.
A organização adequada diminui retrabalho e falhas no atendimento, além de contribuir para um fluxo de informações mais consistente entre equipes.
Garanta backup automático e proteção de dados
Manter uma rotina automatizada de backup protege os exames contra perdas inesperadas. As cópias recorrentes garantem a preservação das informações mesmo em casos de falhas técnicas, assegurando a continuidade do acesso aos dados clínicos.
Medidas de proteção também ajudam a manter a confidencialidade dos registros e, com isso, a instituição reforça a segurança e a confiabilidade do armazenamento.
Como guardar os exames de pacientes com o PACS?
A sigla PACS significa Picture Archiving and Communication System, cuja tradução para o português é Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens.
A função primordial do PACS é armazenar imagens e facilitar a comunicação entre os setores de hospitais e clínicas. Um sistema ideal deve atender todo o fluxo de imagem, desde a aquisição do exame, até o diagnóstico, o processo de laudo e a comparação com resultados anteriores caso o paciente retorne.
Com o uso do PACS, os documentos ficam armazenados em uma plataforma eletrônica, o que torna a busca mais fácil.
Os recursos que ele disponibiliza também melhoram a acessibilidade, a segurança e a distribuição de exames e laudos, além de aumentar a produtividade da equipe e oferecer mais conforto e agilidade ao paciente.
Ao armazenar os exames em um software PACS, a instituição não precisa ocupar espaços físicos, que muitas vezes geram custos elevados. Com o armazenamento digital, é possível aproveitar o espaço da organização de forma mais estratégica, como a criação de novas salas.
Além disso, a tecnologia contribui diretamente para guardar os exames de pacientes com rastreabilidade e conformidade regulatória.
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Perguntas Frequentes
Sobre a Pixeon
A Pixeon é a empresa brasileira com o maior portfólio de softwares para o mercado de saúde.
Nossas soluções atendem hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem, tanto em gestão (HIS, CIS, RIS e LIS), quanto no processo diagnóstico (PACS e Interfaceamento laboratorial), garantindo mais desempenho e gestão de alta performance em instituições de saúde.
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