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Conheça o cenário das healthtechs no Brasil e no mundo

Por Tiago Ávila em 20 de outubro de 2020

A tecnologia tem se tornado cada vez mais aliada da saúde e está intrinsecamente relacionada à acessibilidade de tratamentos e consultas médicas. No período de pandemia, as healthtechs no Brasil e no mundo, inclusive, foram cruciais para dar suporte à população no combate à Covid-19.

Mas você realmente sabe o que é uma healthtech? Provavelmente você já ouviu essa expressão em algum lugar. Neste artigo, produzido em parceria com o Distrito, esclarecemos o que de fato significa uma healthtech e mostramos o panorama do setor de saúde no Brasil.

healthtechs no Brasil

Healthtech: o que é e como funciona

As healthtechs são startups que desenvolvem soluções com foco no setor de saúde, com forte base tecnológica, promovendo serviços e produtos escaláveis e replicáveis. O que é desenvolvido tem o objetivo de impactar milhares de pessoas, podendo inclusive ganhar proporções mundiais.

Normalmente esses negócios possuem um modelo de alto risco, baseado na validação de um projeto inovador. Esses empreendimentos costumam trabalhar com uma cultura ágil, focada em testes e na execução rápida. Por esse motivo, muitas healthtechs têm um perfil jovem e contam com o investimento de fundos de Venture Capital para darem suporte ao crescimento acelerado e intenso que se espera dessas empresas.

O que significa exatamente o termo?

A expressão vem do inglês e é a junção das palavras health (saúde) e tech (tecnologia) e tem o objetivo de demonstrar o principal foco dessas startups: desenvolver soluções para facilitar e dar suporte a toda a cadeia do setor, que vai desde os hospitais e clínicas até os médicos e pacientes.

Esse tipo de expressão é comumente usada para se referir também a outros modelos de negócio. Por exemplo, fintech é a denominação das startups que atuam no setor financeiro. Já retailtech se refere às startups de varejo.

Agora que você já entendeu o que significa healthtech, é o momento de compreender melhor o cenário dessas startups no Brasil e no mundo.

Contexto das healthtechs no Brasil e no mundo

Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os gastos no setor no desenvolvimento de sistemas de saúde ultrapassam os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. Já no Brasil, segundo a Agência IBGE Notícias, as despesas foram de 9,2% do PIB do país, somando R$ 608,3 bilhões em 2017.

Mesmo que o investimento em iniciativas de saúde sejam altos, tanto no Brasil quanto no mundo, há muitas dores e problemas no mercado para serem solucionados. E é aí que entram as healthtechs.

O Distrito Healthtech Report 2020 mapeou o setor de saúde e desvendou mais de 540 healthtechs no Brasil, sendo que 50% delas possuem menos de cinco anos de atividade e estão nos primeiros anos de estruturação do modelo de negócio. Ou seja, são empreendimentos extremamente jovens!

A categoria predominante entre as healthtechs é a de Gestão e Prontuário Eletrônico, apesar de temos visto diversas startups ampliarem seu escopo em telemedicina, que teve lei sancionada em abril deste ano, devido à pandemia.

Também é notável o movimento de aproximação entre grandes empresas e startups do meio, as quais têm criado hubs, centros de pesquisa, eventos e programas de inovação aberta a fim de se conectarem ao ecossistema. A relevância da inovação nas instituições de saúde não está mais em questionamento.

Qual o potencial das healthtechs no Brasil?

Um número que impressiona é que desde 2014 foram investidos US$ 430 milhões nas healthtechs brasileiras, ao longo de 189 rodadas de Venture Capital. Mesmo assim, perto de outros mercados, esse número ainda é pouco representativo. As fintechs brasileiras, por exemplo, receberam mais de 2,4 bilhões desde 2015, em mais de 200 rodadas de investimentos mapeadas.

Além disso, o Brasil não possui até o momento nenhuma healthtech unicórnio, diferentemente do que acontece em outros países, o que representa ainda um potencial e um longo caminho para ser percorrido pelas startups de saúde que atuam em território nacional. 

Segundo a plataforma de Inovação CB Insights, já são mais de 42 healthtechs unicórnio no mundo, que juntas acumulam o valor de mercado de US$ 102,4 bilhões. Outro dado que impressiona é que já foram investidos mais de US$ 46 bilhões nas startups do setor desde 2015 ao redor do mundo, havendo bastante interesse dos investidores, levando em consideração os grandes mercados existentes nas áreas da saúde.

Como a Pixeon está inserida nesse contexto?

A Pixeon é uma healthtech que figura como destaque no Distrito HealthTech Report, justamente por estar entre as startups que receberam as maiores rodadas de investimento até hoje. Em 2013, a startup recebeu aporte conduzida pela Riverwood Capital. E em 2018, foi investida pela Oria Capital.

Um ano depois, em 2014, a startup demonstrou o quanto seu movimento de crescimento foi estratégico ao comprar a LabLink e a Medicware. A LabLink, uma empresa catarinense, é especializada em soluções de interfaceamento. E a Medicware, com sede em Salvador, é a segunda maior provedora nacional de Hospital Information System (HIS) e de soluções de Prontuário Eletrônico. A negociação aconteceu em um momento crucial para a estratégia da Pixeon de se tornar a maior empresa de softwares para saúde do país dentro de cinco anos.

Em 2016, a empresa adquiriu a Digitalmed, especializada em sistema de gestão laboratorial. E recentemente, em 2020, a empresa adquiriu o BoaConsulta, plataforma de agendamentos on-line e teleconsulta. Com a última transação, a companhia torna-se um dos principais players de software de saúde da América Latina e passa a contar com quase seis mil clientes de diversos portes, consolidando sua liderança em termos absolutos no mercado de saúde e healthtech no Brasil.

“Nosso compromisso é transformar a vida das pessoas pela tecnologia e somos desafiados todos os dias a cuidar de nossos clientes de forma cada vez mais próxima. Com a aquisição do BoaConsulta, além de ofertar novos serviços e produtos, nos consolidamos como líder na gestão de informação de saúde no Brasil, uma vez que gerenciamos mais de 42 milhões de pacientes e mais de 150 milhões de exames e consultas ao ano”, diz Armando Buchina, CEO da Pixeon.

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Sobre o autor

Tiago Ávila é o Head do Distrito Dataminer, onde coordena o desenvolvimento de inteligência e geração de insights sobre o mercado de inovação e empreendedorismo. Formado em administração de empresas com ênfase em empreendedorismo pelo Insper, Tiago trabalhou mais de dois anos no mercado de Venture Capital e hoje lidera a área de inteligência do Distrito

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