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Como laudos a distância aumentam a eficiência dos centros radiológicos

Por Iomani Engelmann em 15 de setembro de 2020

O mercado de medicina diagnóstica vem, aos poucos, integrando os laudos a distância nas suas atividades, como fruto do aumento do uso de tecnologia no setor. Essa mudança é consequência do crescimento do mercado de saúde no país, que pode ser confirmado ao observarmos a relação do PIB brasileiro com os gastos de saúde.

Desde 2000, os gastos com saúde vinham sendo uma média de 8 a 8,5% do PIB. Em 2016, mesmo com a queda do PIB, os gastos com saúde chegaram a 9,3% e continuam crescendo, segundo o IBGE.

Além disso, a população está vivendo mais: enquanto, nos anos 2000, a população jovem (de 0 a 14 anos) era de 40% e a de idosos (mais de 65 anos) era de 3%, em 2015, os números foram para 32% e 6%, respectivamente, o que também tem feito aumentar o consumo de serviços de saúde.

laudos a distância

Outro dado relevante é a visível mudança no comportamento das pessoas em relação ao número de exames realizados anualmente. Em 2000, pacientes de 65 a 75 anos de idade faziam em média 6 exames por ano. Já em 2015, a mesma faixa etária passou a realizar 11,8 exames por ano.

Isso vem contribuindo para que o mercado de saúde no Brasil cresça e, consequentemente, aumente também a necessidade de melhorias na medicina diagnóstica, como os laudos a distância, já que, com a alta demanda por serviços de radiologia, os profissionais precisam ser mais produtivos e garantir os mesmos custos para operação. Na prática, este novo cenário representa um dos maiores desafios para o setor, pois com o crescimento da demanda é necessário garantir um maior controle dos laudos realizados e a eficiência dos processos.

Levantamos aqui os principais pontos que dificultam a produtividade do radiologista e afetam o desempenho dos centros de diagnóstico. Entenda no artigo a seguir como ampliar a produtividade dos profissionais e impulsionar a inovação das instituições de saúde. 

O que prejudica a produtividade do radiologista?

  • Troca de prioridades e entendimento da demanda diária

É muito normal o radiologista chegar ao seu local de trabalho e ter dificuldade de encontrar qual é a demanda prioritária. Além disso, também é comum o médico ser interrompido por questões de emergência, o que, de forma não estruturada, acaba atrapalhando a rotina dele.

  • Falha de protocolo clínico

Exames que são feitos de forma inadequada ao trabalho do radiologista também dificultam a produtividade, uma vez que o médico precisa notificar o técnico, informando o que foi feito de maneira equivocada, impedindo-o de efetuar o trabalho de laudo.

  • Falta de documentação clínica

Quando um exame não tem, por exemplo, o pedido médico com a anamnese que foi feita com o paciente, o trabalho do radiologista fica comprometido, prejudicando também a sua produtividade.

  • Atividades administrativas não relacionadas

Também é comum que os radiologistas tenham seu trabalho interrompido com tarefas que não condizem com a atividade-fim deles, perdendo o foco muitas vezes durante a realização dos laudos radiológicos.

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Como os laudos a distância contribuem para aumentar a produtividade?

A melhoria da conectividade no Brasil e um novo olhar que o mercado está tendo para as relações trabalhistas têm contribuído para impulsionar o trabalho remoto na radiologia.

Embora a telerradiologia já seja uma prática regulamentada, só agora muitas instituições de saúde estão observando que a produtividade clínica do radiologista pode ser até mesmo superior com esse modelo de trabalho. Afinal, elimina o tempo de deslocamento e ainda reduz custos operacionais.

Hoje, as necessidades do radiologista são outras em relação a um modelo de trabalho analógico. É normal um exame de tomografia de tórax, por exemplo, ter mais de mil cortes milimétricos. Há também uma complexidade exponencial, em que o médico precisa analisar uma correlação de exames, em vez de uma única imagem.

A medicina diagnóstica por imagem sai, então, de um momento analógico e vai para um momento integralmente digital, em que o radiologista tem acesso a um volume imenso de informações para suporte à decisão clínica, além de poder correlacionar exames e métodos para um melhor diagnóstico.

Dessa forma, o trabalho remoto favorece a produtividade na medicina diagnóstica, ao possibilitar que radiologistas façam laudos a distância com segurança e qualidade. Isso a partir de ferramentas específicas como a Central de Laudos, que garantem foco, processos e protocolos bem estabelecidos com atualizações frequentes, além de priorização e produtividade do trabalho.

Fazendo laudos a distância, o médico radiologista consegue ainda reduzir as atividades não essenciais e potencializar o alcance do seu trabalho, podendo atuar em mais de uma instituição.

No final do dia, o médico ainda consegue analisar a sua produtividade e seus indicadores, como SLA e não conformidades que acometeram o trabalho dele. Isso auxilia no aumento da produtividade e na qualidade dos laudos a distância.

Para as instituições de saúde, também há benefícios com o trabalho remoto. Como os profissionais ficam fora do ambiente de trabalho, é possível contar com especialistas em qualquer lugar do país, diversificando a atuação do laboratório para um melhor atendimento aos pacientes. Além disso, a redução de custos é uma grande vantagem a se destacar.

Agora que você já sabe como os laudos a distância podem contribuir para a produtividade do radiologista, leia também este conteúdo:

Inovações nos laudos radiológicos com o PACS da Pixeon


Sobre o autor

Iomani Engelmann é Sócio-fundador e atual Diretor de Marketing e Novos Negócios da Pixeon. É presidente da Acate-SC e atua como investidor-anjo de novas empresas do ecossistema de tecnologia. Além disso, é apaixonado por novas tecnologias e saúde, e tem como hobbies a culinária, atividades físicas e investimentos no mercado financeiro. 

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