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Tendências de medicina diagnóstica e radiologia

Por Equipe Pixeon em 21 de julho de 2021

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É perceptível a mudança no comportamento das pessoas em relação à saúde, não é mesmo? Há uma crescente preocupação com a qualidade de vida, o que se reflete na adoção de hábitos mais saudáveis e em idas periódicas ao médico. Esse é um dos motivos que tem feito a medicina diagnóstica crescer em importância para os centros de diagnóstico por imagem (CDIs).

Mas a tecnologia tem uma importante parcela de contribuição na expansão dessa modalidade médica, pois os equipamentos para a realização de exames estão cada vez mais modernos e os sistemas integrados de gestão e emissão de laudos, mais inteligentes e seguros.

Tudo isso nos leva a crer que a medicina diagnóstica tem um caminho promissor pela frente, e é sobre isso que vamos falar. Continue acompanhando o texto e conheça as novas tendências dessa área.

 

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Entendendo a medicina diagnóstica: que modalidade é essa, afinal?

A medicina diagnóstica pode ser definida como uma série específica de habilidades médicas dedicadas aos exames que complementam e dão auxílio ao diagnóstico. Essa modalidade engloba desde exames laboratoriais e por imagem, assim como outros que tenham o diagnóstico como finalidade.

Na década de 1990, alguns fatores fizeram o setor atentar para as novidades do mercado — principalmente no que concerne à tecnologia — e para a regulamentação da medicina diagnóstica. Isso ocorreu devido ao aumento da demanda, o surgimento de novos modelos de negócio e pelo aumento dos investimentos em serviços, mais significativo — ao menos num primeiro momento — em países da Europa e nos Estados Unidos. Como veremos a seguir, hoje o mercado do setor está globalizado.

Mas antes de falarmos das tendências para o futuro, vamos analisar, brevemente, a evolução da medicina diagnóstica ao longo do tempo. Dessa forma, podemos identificar padrões de desenvolvimento ou ocasiões que proporcionam inovações no segmento.

 

Breve contextualização sobre a evolução da medicina diagnóstica

A medicina deu os primeiros passos num período derradeiro do século XIX. O propulsor foi o crescimento de disciplinas correlacionadas, como química e fisiologia, além da aquisição do microscópio.

No Brasil, em 1892, há o marco do diagnóstico de peste bubônica na saúde pública no porto de Santos, em São Paulo. A revolução da medicina diagnóstica se dá com grande ajuda dos exames laboratoriais que, em conjunto com os exames de imagem, incentivaram mudanças de conceitos e evoluíram tecnologias. A partir disso, houve a descoberta do raio X, o desenvolvimento da ultrassonografia, do ultrassom e tomografia computadorizada, e a ampliação dos campos da medicina no aperfeiçoamento dos diagnósticos.

Desde o século XX, a radiologia tem passado por diversas inovações e aperfeiçoamentos. Os equipamentos se tornaram mais sofisticados, há mais qualidade de imagens e, proporcionalmente, mais precisão no diagnóstico.

Na década de 1950, cerca de 60 modalidades de exames de medicina diagnóstica foram realizadas no Brasil. De 1960 em diante, o desenvolvimento ganhou ainda mais impulso, motivado pelas tecnologias de automatização.

Já na década de 1970, o número de modalidades cresceu para 500 e, já em 2006, o número cresceu para duas mil espécies.

 

O que podemos aprender com a história sobre as tendências de medicina diagnóstica e radiologia?

A busca pelo conhecimento e as modalidades de serviços tendem a crescer cada vez mais. A inovação com uso de novas tecnologias está apenas em sua fase inicial e é preciso estar atento, pois uma tendência de hoje pode se tornar realidade num futuro muito próximo. Por isso, os centros de diagnóstico por imagem devem contar com as melhores tecnologias  para inovar com agilidade.

A tecnologia está cada dia mais presente na rotina dos médicos, médicos radiologistas e técnicos em radiologia. Ao contrário do que alguns ainda acreditam, isso não representa o fim do atendimento humanizado, mas sim o seu aumento, pois enquanto as atividades operacionais e repetitivas são feitas por máquinas, os profissionais da saúde conseguem não só ter mais tempo para cuidar de uma pessoa, como ter dados sólidos e confiáveis para sustentar seus diagnósticos.

 

Do passado para o futuro: tendências para medicina diagnóstica e radiologia

O foco na experiência do paciente se tornou uma questão estratégica para o CDIs. As pessoas estão atentas aos serviços que recebem nessas instituições, e dificilmente vão procurar novamente aquela onde tiveram um atendimento ruim.

Mas, na prática, como funciona o atendimento centrado no paciente? Quais são as dificuldades e oportunidades dessa prática — relacionadas não só às tecnologias, mas também às pessoas — e o que os gestores e profissionais da saúde não podem deixar de levar em consideração?

No caso de pacientes obesos, por exemplo, as máquinas de ressonância magnética e tomografia computadorizada não os atendiam fisicamente. Era desconfortável ou impossível de realizar os procedimentos. Hoje, tornou-se um padrão de tecnologia de fabricantes de equipamentos com abertura maior e robustez em relação ao peso.

 

1. Softwares mais presentes na rotina CDIs

A relação com software é inevitável e não há volta, o que é bastante positivo para a medicina diagnóstica. Com novos sistemas é possível realizar exames específicos. Nisso, o processamento de imagens progride na mesma escala. A tendência é que a automatização se torne mais completa em várias modalidades da medicina diagnóstica e na radiologia, tal como em outras especialidades.

Para isso, os softwares precisam evoluir ao ponto de fazer uma análise muito mais eficiente, o que é possível com uso da Inteligência Artificial (IA).

Hoje, já há no mercado ferramentas para processamento avançado de imagens, que contam com recursos para auxiliar, por exemplo, a colocação de uma prótese, bem como sua análise e avaliação da absorção pelo organismo do paciente. A solução da TeraRecon — parceira da Pixeon —conta com esse tipo de ferramenta.

 

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Vale lembrar que a medicina diagnóstica e a radiologia são baseadas no conhecimento de padrões. Quando se pensa em machine learning e big data, esbarra-se com conceitos similares. O aprendizado das máquinas com a retenção de dados se tornam informação e, por fim, em inteligência. Os padrões serão reconhecidos mais facilmente e, consequentemente, com mais agilidade.

 

2. Centralização dos serviços e telemedicina

A centralização dos serviços é uma outra tendência em determinados serviços, como a operação remota de equipamentos e o laudo remoto — algo ainda mais facilitado com a liberação da prática da telemedicina.

Atualmente, é possível, por exemplo, que um Centro de Diagnóstico por Imagem realize exames ou emita laudos para outras partes do Brasil, ou que essas atividades sejam executadas à distância. Não há mais necessidade da presença física dos profissionais na execução de algumas tarefas.

Aliás, essa questão produz um outro insight muito interessante sobre a atualização de conhecimento: é preciso de qualificação para acompanhar o avanço tecnológico e estar aberto às novidades que a transformação digital proporciona, pois as pessoas que seus médicos irão atender já vivem numa sociedade amplamente digitalizada.

 

3. Capacitações mais frequentes

É importante, portanto, estudar a tecnologia antes da sua implementação, e são os diretores de centros de diagnóstico por imagem que precisam dar início a esse movimento.

O que muitas vezes acontece é que a capacitação ocorre quando o sistema já está rodando ou, num caso mais grave, não há atualização de nenhuma forma. A qualificação de equipes remotas, cada vez mais especialistas, está no topo das dicas para a área de saúde. As matérias a serem atualizadas e estudadas vão desde o processamento de imagem até a anatomia, pois, como você viu, estão cada vez mais atrelados ao uso de softwares.

 

4. Expansão do Big Data e da impressão 3D

As tecnologias que estão surgindo em outras áreas e os experimentos na própria saúde, mesmo que em outros países, não devem ser ignoradas. Como há uma grande relação com o desenvolvimento dos softwares, é fundamental conhecer sobre Big Data, pois essa é uma tecnologia para apoiar os sistemas de cirurgia, para que sejam mais precisos com uso de imagens de maior qualidade.

O mesmo pode ser dito da Impressão 3D. Embora sua presença nos hospitais brasileiros ainda seja tímida, essa tecnologia inovadora já vem contribuindo em descobertas em outros lugares do mundo e garantindo mais eficiência à medicina diagnóstica e radiologia.

Com imagens reconstruídas em 3D, um médico cirurgião pode analisá-las mais detalhadamente antes de iniciar um procedimento. As próteses personalizadas em 3D são uma consequência da evolução de uma imagem obtida por meio de uma ressonância, tomografia, entre outras.

 

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5. Pacientes mais atentos aos níveis de radiação

Do outro lado, o paciente também está mais atento às novidades da medicina, ainda que de modo menos aprofundado. Isso porque a internet e a popularização dos dispositivos móveis facilitam a circulação de informações. Assim, os pacientes conseguem saber mais sobre a realização de exames.

Há, por exemplo, uma crescente preocupação com a dose de radiação recebida em cada exame. Na Europa, é obrigatório informar a dose recebida. É uma tendência que se tornará uma prática no Brasil. Os equipamentos estão se tornando mais sofisticados sobre o uso da radiação.

Mas há, ainda, uma padronização necessária do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que deve permitir a inclusão da dosagem de radiação à qual foi submetida o paciente. Aquele mais bem informado também quer saber sobre os equipamentos de proteção individual (EPI), quantidade de radiação de cada exame etc.

 

6. Atendimento humanizado com apoio da tecnologia

Na relação com o paciente e dentro da mudança de comportamento, a humanização ocupa um lugar especial. Não apenas na relação médico e paciente, mas também na preocupação com a preparação do ambiente. É necessário deixar para trás a imagem fria dos hospitais e clínicas e fazer com que a pessoa se sinta mais confortável. Em exames como ressonância magnética — que são de longa duração —, garanta que o local se torne receptivo para o paciente.

Mas o atendimento humanizado também depende do uso de tecnologias em outras etapas da jornada do paciente. Isso porque a ideia é fazer com que os profissionais tenham mais tempo para atender as pessoas. Se você não tiver, por exemplo, um sistema de agendamento on-line — que reduza a ocupação de uma telefonista —, ou uma ferramenta para organizar a fila da espera, vai ficar difícil para seus colaboradores se dedicarem aos seus pacientes com calma e atenção.

 

7. Unidades móveis de radiologia

Um ponto de atenção e que deve ocorrer em algum momento é a regulamentação das unidades móveis de radiologia no Brasil. São meios necessários e que trazem muitos benefícios, por isso, precisam de uma regulamentação que garanta boas práticas, segurança e manutenção. Dessa forma, poderão continuar a fornecer acesso para a população.

Ainda, os equipamentos móveis são importantes nos hospitais, pois são tecnologias que podem se locomover dentro dos setores para realizar uma imagem. Com as tecnologias móveis, é possível construir as salas híbridas, em que várias tecnologias de imagem conseguem trabalhar juntas. O paciente não precisará sair da sala para utilizar outro equipamento.

 

8. Sistemas automatizados

A automatização será uma força imensurável no futuro. Uma aposta são os laudos automatizados, com o diagnóstico feito pela máquina e o laudo da patologia entregue pronto. Por fim, espera-se que as tendências caminhem para a redução até a eliminação do uso de radiação ionizante, o que seria considerado o estado da arte e pode estar no futuro próximo.

As tendências serão disruptivas e causarão um impacto gigantesco nas instituições de saúde. Tendo como ponto de referência as tendências da medicina diagnóstica e radiologia, é hora de pensar numa possível remodelação de negócio.

 

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O que você acha das tendências? O quão perto ou longe se está de cada uma delas?

 

 

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