O que é a sistematização da assistência de enfermagem (SAE)?
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O que é a sistematização da assistência de enfermagem (SAE)?

Por Glória Rodrigues em 4 de setembro de 2019

A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia que organiza toda a operacionalização do Processo de Enfermagem. A SAE planeja o trabalho da equipe e os instrumentos que serão utilizados, de acordo com o procedimento que será realizado. 

O objetivo da metodologia é garantir a precisão e a coesão no cumprimento do processo de enfermagem e de atendimento aos pacientes. Neste artigo, vamos mostrar como o processo funciona e como é aplicado dentro das instituições de saúde. Acompanhe!



O que é a sistematização da assistência de enfermagem?

A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia desenvolvida a partir da prática do enfermeiro para sustentar a gestão e o cuidado no processo de enfermagem. O método é organizado em cinco etapas, que ajudam a fortalecer o julgamento e a tomada de decisão clínica assistencial do profissional de enfermagem. 

Dessa forma, o profissional consegue agir de acordo com a priorização, a delegação, gestão do tempo e contextualização do ambiente cultural do cuidado prestado.

Com a utilização dessa metodologia, é possível analisar as informações obtidas, definir padrões e resultados decorrentes das condutas definidas. Lembrando que, todos esses dados deverão ser devidamente registrados no prontuário do paciente.

O processo é organizado em cinco etapas relacionadas, interdependentes e recorrentes. Para entender melhor, vamos explicar a seguir como funciona a metodologia.

Conheça as cinco etapas do processo de enfermagem dentro da Sistematização da Assistência de Enfermagem 

1. Coleta de dados de Enfermagem ou Histórico de Enfermagem

O primeiro passo para o atendimento de um paciente é a busca por informações básicas que irão definir os cuidados da equipe de enfermagem. A etapa faz parte de um processo deliberado, sistemático e contínuo, na qual haverá a coleta de dados. As informações podem ser passadas pelo próprio paciente, pela família ou então, por outras pessoas envolvidas. 

Assim, as informações proporcionarão maior precisão de dados ao Processo de Enfermagem dentro da abordagem da SAE. Nesse momento, são abordadas as informações sobre alergias, histórico de doenças e até mesmo questões psicossociais, como, por exemplo, a religião, que pode alterar de forma contundente os cuidados prestados ao paciente. 

O processo pode ser otimizado com a utilização de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), com formulários específicos que direcionam o questionamento da enfermeira e o registro online dos dados, que podem ser acessados por todos da instituição, inclusive de forma remota. Dessa forma, é possível realizar as intervenções necessárias para prestação dos cuidados ao paciente, com maior segurança e agilidade.

2. Diagnóstico de Enfermagem

O diagnóstico de enfermagem é o processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados. Essa etapa conduz a tomada de decisão sobre os diagnósticos de enfermagem, que irão representar as ações e intervenções, para alcançar os resultados esperados. 

Para isso, utilizam-se bibliografias específicas que possuem a taxonomia adequada, definições e causas prováveis dos problemas levantados no histórico de enfermagem. Dessa forma, se faz a elaboração de um plano assistencial adequado e único para cada pessoa. Portanto, tudo que for definido deve ser registrado no prontuário do paciente, revisitado e atualizado sempre que necessário.


3. Planejamento de Enfermagem

De acordo com a SAE, que organiza o trabalho profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos, a ideia é que os enfermeiros possam atuar para prevenir, controlar ou resolver os problemas de saúde.  

No planejamento de enfermagem, são determinados os resultados esperados e quais ações serão necessárias. Isso será realizado a partir dos dados coletados e diagnósticos de enfermagem com base dos momentos de saúde do paciente e suas intervenções. São informações que, igualmente, devem ser registradas no prontuário do paciente, incluindo as prescrições checadas e o registro das ações que foram executadas, por exemplo.

4. Implementação

Em seguida, a partir das informações obtidas e focadas na abordagem da SAE, a equipe realizará as ações ou intervenções determinadas na etapa do Planejamento de Enfermagem. 

São atividades que podem ir desde uma administração de medicação até auxiliar ou realizar cuidados específicos, como os de higiene pessoal do paciente, ou mensurar sinais vitais específicos e acrescentá-los no prontuário, por exemplo.

Outro aspecto relevante é o uso de dispositivos que otimizam o registro destas informações para dentro no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), tal como o uso do aplicativo Beira-Leito.

O aplicativo permite que os dados sejam registrados assim que mensurados ou executados ainda à beira leito do paciente. Dessa forma, o recurso ajuda na coleta de dados, aferir dados vitais do paciente, checar prescrições e medicações etc. Isso tudo e outras atividades, via smartphones e tablets.

Saiba mais sobre o Beira-Leito e os recursos que a solução oferece para a rotina do atendimento de saúde.

5. Avaliação de Enfermagem (Evolução)

Por fim, a equipe de enfermagem irá registrar os dados no Prontuário Eletrônico do Paciente de forma deliberada, sistemática e contínua. Nele, deverá ser registrado a evolução do paciente para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado. 

Com essas informações, a enfermeira terá como verificar a necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do Processo de Enfermagem. Além de proporcionar informações que irão auxiliar as demais equipes multidisciplinares na tomada de decisão de condutas, como no próprio processo de alta.

O uso da tecnologia na Sistematização da Assistência de Enfermagem

Não há como falar em sistematização da assistência de enfermagem sem citar a tecnologia. Isso porque, os recursos tecnológicos prestam suporte para que a metodologia seja realizada com efetividade. A integração dos dados e a possibilidade de estar a par de todo atendimento ao paciente de forma remota, auxiliam o processo, aumentam a segurança e o cuidado com o paciente.

Confira, a seguir dois sistemas essenciais para garantir a segurança e eficiência da SAE:

Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)

O uso de recursos totalmente manuais e por meio de documentos físicos, como papéis, fragilizam a comunicação e o compartilhamento de informações do paciente. 

Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina CFM 1638/2002, prontuário é o “documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”

O prontuário do paciente pode ser em papel ou digital. Contudo, a metodologia em papel não garante uniformidade nas informações e permite possíveis quebras de condutas, além de ser oneroso na questão do seu armazenamento, bem como na questão da sustentabilidade.

A atenção com a segurança do paciente é uma necessidade crescente nas instituições. Por isso, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é visto como uma solução que auxilia a:

  • ampliar o acesso às informações legíveis dos pacientes de forma ágil e atualizada;
  • criar alertas sobre interações medicamentosas, alergia e inconsistências;
  • estabelecer padrões para conclusões diagnósticas e planos terapêuticos;
  • realizar análises gerenciais de resultados, indicadores de gestão e assistenciais.

Beira-leito

Os erros das equipes médicas estão entre as principais causas de morte no Brasil, e no mundo. Os motivos vão desde trocas de medicação até falhas na identificação e registro dos dados, por exemplo. Esses problemas são ainda maiores quando pensamos em hospitais lotados, com profissionais que atendem um grande fluxo de pacientes por dia e realizam vários processos manuais.

Para ampliar a segurança no atendimento, os hospitais podem utilizar sistemas digitais avançados que apoiam a realização de atividades e o acesso às informações dos pacientes. É o caso do aplicativo Beira-Leito, que auxilia nos processos do cuidado ao paciente, em tempo real, a partir do armazenamento e controle de diferentes informações, como:

  • tipo, horário e quantidade da medicação;
  • alterações no estado clínico;
  • sinais vitais;
  • se a medicação foi aplicada ou não;
  • entre outros.

Para saber mais sobre como funciona o aplicativo Beira-Leito, assista ao vídeo a seguir:


Portanto, o Beira-Leito irá agilizar os processos da enfermagem, eliminando as tarefas manuais e os riscos no atendimento aos pacientes. O aplicativo garante maior segurança, qualidade e
humanização para o cuidado com o paciente

Conheça mais sobre a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) e outras soluções que a Pixeon fornece, entrando em contato com nossa equipe de especialistas.

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Texto atualizado no dia 04 de setembro de 2019.
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