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Gestão de custos e o controle de autorização de OPME

Por Pixeon em 5 de fevereiro de 2019

Um dos setores que apresenta maior custo para hospitais e unidades médicas é o de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs). Além do alto valor de aquisição dos produtos, alguns problemas de registro, padronização, organização e controle de autorização de OPME geram gastos desnecessários, glosas e atrasos no atendimento dos pacientes. Para otimizar os processos de aquisição e o gerenciamento dos produtos é essencial utilizar novas tecnologias para saúde, que permitem integrar a gestão das OPMEs com outras atividades.

OPMEPor ter um preço elevado, os materiais para cirurgias de grande porte geram um grande impacto financeiro nas unidades médicas. O relatório “Tendências de variações de custos médico-hospitalares: comparativo internacional”, publicado em dezembro de 2018 pelo Instituto de Saúde Suplementar, indica que o Brasil segue uma tendência mundial de inflação dos gastos hospitalares acima da inflação da economia em geral. Entre os vários problemas que geram esse aumento de custos está a gestão e aquisição de OPMEs, que é marcada por um cenário de competição imperfeita, oligopólio diferenciado, assimetria de informação e corrupção.

Além de ampliar o controle da gestão de compras hospitalares, buscando os melhores fornecedores do mercado e reduzindo o desperdício de materiais com a administração do estoque via sistemas digitais, é essencial que o gestores se preocupem com as guias de autorização e liberação de OPME. Entre as várias vantagens de realizar uma boa gestão de materiais, estão:

– ampliação da segurança do paciente e maior credibilidade da instituição;

– redução do desperdício e variabilidade;

– melhor oferta de uma boa relação custo-benefício para os produtos;

– eliminação dos riscos de glosas e atrasos no faturamento, etc.

 

Gestão de OPME: controle de materiais e saúde do paciente


Suponhamos que um homem tenha uma hérnia de disco cervical. O caso é acompanhado por um médico que solicita a cirurgia para aliviar as fortes dores do paciente. A solicitação é encaminhada ao hospital que identifica o uso de um material especial em sua cirurgia. Posteriormente a central de autorização faz a solicitação de autorização junto ao convênio do paciente. Então, o convênio autoriza o material. Esse processo precisa ser feito com rapidez, pois o paciente é de alto fator de risco e aguarda o material para que o procedimento seja executado. Dessa forma, é feita uma solicitação junto ao fornecedor, que leva o material para a unidade na data prevista para a cirurgia.

Assim, a velocidade na solicitação e aquisição das OPMEs pode interferir diretamente na saúde e no atendimento adequado de um paciente em situação de risco. Por isso, é fundamental que os processos da gestão funcionem de modo seguro, ágil e correto. Ter um sistema que auxilie os profissionais na gestão de todas as etapas de controle das OPMEs é de extrema importância para uma instituição de saúde.

Com um sistema de gestão para hospitais, como o HIS da Pixeon, é possível fazer toda a gestão de materiais especiais em uma mesma plataforma, em regime ambulatorial. A plataforma contempla as seguintes etapas:

– cotação junto aos fornecedores;

– envio de requisição para o convênio do paciente;

– envio de formulário com cotações para a operadora de saúde[1] [2] ;

– autorização;

– se necessário, negociação;

– efetivação da compra;

– liberação dos materiais para o Bloco Cirúrgico na data prevista;

– registro do consumo por paciente;

– cobrança do item na conta hospitalar.

 


Controle de autorização de OPME

Um aspecto importante da gestão da OPME é a análise de custos dos materiais solicitados pelos médicos. Com uma equipe multidisciplinar focada na avaliação e controle das OPMEs solicitadas, é possível observar tanto os custos dos materiais quanto os benefícios para o paciente, substituindo insumos com valor elevado por outros que tenham a mesma função e sejam mais baratos (sem que isso afete o tratamento do paciente).

Nesse sentido, é essencial ter uma padronização das nomenclaturas utilizadas na unidade. Tal como na farmácia hospitalar, vários materiais que têm a mesma funcionalidade podem ter nomes e valores diferentes. A gestão e padronização das OPMEs em sistemas digitais facilita e agiliza a avaliação dos profissionais para liberação dos materiais adequados e com o melhor custo-benefício.

A padronização e o registro digital dos materiais utilizados favorece ainda a rastreabilidade dos produtos usados, bem como a avaliação e auditoria de gastos dos hospitais. A partir dos dados informados desde a aquisição, dispensação e utilização, os gestores podem avaliar eventuais desperdícios ou extravios, observando padrões e detectando falhas de logística, por exemplo.

Cobertura dos convênios e legislação para o controle de autorização de OPME

Outro aspecto primordial na gestão de OPMEs é o conhecimento aprofundado das legislações que regulamentam o setor. A lei determina quais procedimentos têm cobertura obrigatória dos planos de saúde, mas vale lembrar que existem normas específicas dos convênios como o limite do número de procedimentos realizados em determinado período por um paciente.

Para evitar glosas é importante que a instituição utilize um sistema digital que aponte previamente essas normas, evitando situações inconvenientes para os pacientes e futuros problemas financeiros. Assim, é possível evitar glosas, otimizar os lucros, utilizar uma única plataforma para gerenciar todo o processo, além de atender mais rápido e melhor aos pacientes que necessitem de procedimentos com OPMEs.

Quer saber mais sobre gestão e controle de OPME? Nossa equipe está à disposição para qualquer dúvida ou questionamento, entre em contato agora mesmo e acompanhe nossas publicações aqui no Blog!


Post publicado originalmente em 16 de junho de 2015.

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