COMPARTILHE
  • Linkedin
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus

Gestão de custos e o controle de autorização de OPME

Por Pixeon em 29 de junho de 2021

O setor de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs) está entre os que apresentam o maior desafio na gestão de custos e controle de autorização para hospitais e unidades médicas. Dentre os motivos para isso, temos o alto valor de aquisição dos produtos. Fatores como diferentes materiais, bem como ciclo de vida curto de tecnologias para OPMEs, geram variação de custos e grande impacto financeiro nas unidades médicas, sobretudo quando se têm estoques que se tornam obsoletos. Depois, há problemas de registro, padronização de nomenclatura, falta de bancos de preços públicos confiáveis, organização e controle de autorização de OPME.

OPME

 

A situação é agravada pelas próprias características do mercado de OPMEs, marcado pela complexidade, competição imperfeita, oligopólio diferenciado, assimetria de informação e, até mesmo, corrupção.

Tais desafios em gestão de custos e controle, apesar de conhecidos, geram gastos desnecessários, glosas e, principalmente, atrasos no atendimento dos pacientes. 

A solução passa pela busca de mecanismos para ampliação do controle da gestão de compras hospitalares — tanto pela busca dos melhores fornecedores do mercado quanto pela redução do desperdício de materiais — e da autorização e liberação de OPME.

Então, como fazer uma gestão mais eficiente de OPME? É o que você confere neste artigo.

 

Saiba mais: O que não pode faltar em um ERP para hospital

 

Controle de custos e autorização de OPME


A ANS revelou que os valores de DMIs (Dispositivos Médicos Implantáveis) podem variar até 3.000%, de acordo com a região em que é adquirido e a forma de aquisição. 

Disso decorre a primeira forma de fazer o controle de custos de OPMEs: por meio de pesquisa e análise técnica do material, do fornecedor e de custos em visitas técnicas. Essas análises ajudarão a sua instituição hospitalar a entender se e como o fornecedor atende às demandas, tanto em relação aos requisitos de qualidade, sobretudo no caso de novas tecnologias, quanto às normas de compliance na saúde.

Com a ausência de bancos de preços confiáveis e a diversidade de produtos e tecnologias, é importante ter uma equipe multidisciplinar que observe:

  • Opções disponíveis;
  • Custos dos materiais;
  • Logística;
  • Benefícios para o paciente. 

 

Essa avaliação e controle das OPMEs solicitadas é fundamental para chegar ao melhor preço com o maior benefício.

Além disso, embora a prática comercial seja usar nomes diferentes dos registrados pela Anvisa para OPME, é essencial estabelecer internamente a padronização das nomenclaturas, tal como na farmácia hospitalar. Ela vai facilitar e agilizar a avaliação dos profissionais para liberação dos materiais adequados.

Cobertura dos convênios e legislação para o controle de autorização de OPME


Outro aspecto primordial na gestão de OPMEs é o conhecimento aprofundado das legislações que regulamentam o setor. 

A lei determina quais procedimentos têm cobertura obrigatória dos planos de saúde, mas existem normas específicas dos convênios, como o limite do número de procedimentos realizados em determinado período por paciente.

Para evitar glosas, é importante que a instituição parametrize o controle de compras de acordo com as regras de cada operadora.
Gestão de OPME: sistema para controle de materiais e saúde do paciente

Paciente, médico, hospital, convênio, fornecedor e distribuidor: há muitos atores envolvidos na cadeia de solicitação, aquisição e entrega de OPMEs. Dada a complexidade desse fluxo, o equilíbrio entre custos e velocidade na aquisição de OPMEs é um exercício constante. Aliás, ele vai interferir diretamente no atendimento adequado aos pacientes.

Por isso, para as instituições de saúde que fazem a solicitação de OPMEs, a PO da Pixeon, Paula Castilho, ressalta “a importância de ter esses fluxos muito maduros e de ter um sistema de gestão que permita operacionalizar e orquestrar toda essa equipe”. De acordo com ela, o sistema de gestão garantirá a customização e parametrização das normativas de cada convênio, dando agilidade e precisão ao processo.

Com um sistema de gestão para hospitais, como o HIS da Pixeon, é possível fazer toda a gestão de materiais especiais em um mesmo ambiente, em regime ambulatorial. A plataforma contempla as seguintes etapas:

  • Cotação junto aos fornecedores;
  • Envio de requisição para o convênio do paciente;
  • Envio de formulário com cotações para a operadora de saúde[1] [2];
  • Autorização;
  • Negociação, se necessário;
  • Efetivação da compra;
  • Liberação dos materiais para o Bloco Cirúrgico na data prevista;
  • Rastreamento do material vinculado ao prontuário dos pacientes ;
  • Registro do consumo por paciente;
  • Cobrança do item na conta hospitalar.

 

 

Benefícios de digitalizar a gestão de OPMEs

A padronização do processo e a gestão digital de todo o fluxo de materiais utilizados pela instituição favorecem:

  • a rastreabilidade dos produtos usados, garantindo o compliance da instituição de saúde;
  • a manutenção de estoques em níveis adequados;
  • o planejamento da compra de novos materiais;
  • negociações mais favoráveis;
  • a padronização de materiais usados no hospital;
  • o fim de fraudes como a oferta de benefícios ou vantagens financeiras pela indicação de materiais e fornecedores;
  • a avaliação e auditoria de gastos dos hospitais: a partir dos dados informados desde a aquisição, dispensação e utilização, os gestores podem avaliar eventuais desperdícios ou extravios, observando padrões e detectando falhas de logística, por exemplo.

 

Leia também: 9 indicadores hospitalares para melhorar a produtividade

 

Tecnologia a favor da gestão de custos OPME

Como vimos, o setor de OPMEs tem características únicas, dada a complexidade do fluxo desses materiais e às várias normas que o regulam.

Para eliminar os desafios ligados à gestão de custos de OPMEs e, além disso, otimizar os processos de autorização junto a operadoras, negociação e aquisição de produtos é essencial utilizar novas tecnologias para a saúde.

Entre as várias vantagens de utilizar um sistema hospitalar para realizar uma boa gestão de materiais, estão:

  • ampliação da segurança do paciente e maior credibilidade da instituição;
  • redução do desperdício e variabilidade;
  • melhor oferta de uma boa relação custo-benefício para os produtos;
  • eliminação dos riscos de glosas e atrasos no faturamento, etc.


Quer saber mais sobre gestão e controle de materiais hospitalares? Continue a explorar nossos conteúdos acessando o e-book Controle de vacinas: como aumentar a eficiência nas instituições de saúde

Para qualquer dúvida ou questionamento, entre em contato diretamente com a nossa equipe!

 

 
Post publicado originalmente em 16 de junho de 2015.

COMPARTILHE
  • Linkedin
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus

Comentários