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Paciente digital: como os médicos estão se adaptando a essa nova realidade?

Por Adriano Fontana em 27 de outubro de 2020

A teleconsulta está ganhando espaço no setor, impulsionada pela pandemia do coronavírus. A oferta de atendimento remoto para pacientes, que vinha sendo adiada há anos, precisou ser colocada em prática às pressas, principalmente para garantir maior segurança contra a Covid-19, tanto para pacientes quanto para médicos. No entanto, o surgimento do paciente digital tem sido um desafio para os profissionais de saúde, que precisam se adaptar a essa nova realidade.

paciente digital

A princípio, as ações de telemedicina autorizadas pelo Ministério da Saúde são atendimento pré-clínico, suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico. A adaptação foi iniciada de maneira um pouco desorganizada. Afinal, mudanças que levariam anos para ocorrer, com calma e controle, tiveram que ser apressadas, acontecendo em pouco meses. Sendo algo relativamente novo no Brasil, não havia muita definição de como trabalhar com essa modalidade ou protocolos específicos para o atendimento on-line.

Isso quer dizer que as instituições de saúde sequer possuíam as plataformas adequadas para o atendimento a esse paciente digital. Muitas recorreram a soluções de comunicação voltadas para reuniões e aplicativos de mensagens, que não eram próprios para a finalidade de uma consulta médica, não oferecendo as funcionalidades necessárias para teleconsulta e prontuário eletrônico.

Percebendo a dificuldade de realizar consultas a distância por meio dessas soluções, as operadoras acabaram adotando ferramentas próprias, não instituindo um processo seguro e unificado de fatura: cada uma tinha um sistema, o que acabou atingindo as operações das instituições por conta dessa estrutura.

Dessa forma, nos últimos meses, estão sendo desenvolvidas diversas ferramentas como a Teleconsulta da Pixeon, que possui um formato adequado, integrado ao prontuário eletrônico, com possibilidade de gravação da consulta e outros recursos para auxiliar os profissionais.

Aqui, trouxemos alguns dados que indicam o crescimento da modalidade de teleconsulta, tendo uma boa aceitação por parte do paciente digital. Confira!

Como os serviços têm sido moldados para atender o paciente digital

De acordo com pesquisa da G2 Learning Hub, os serviços remotos vêm apresentando grande crescimento devido às recomendações de isolamento social para conter o coronavírus. A telemedicina cresceu 372%, assim como diferentes gêneros online, como audioconferências, videoconferências, webinars, salas de aula virtual, suporte remoto e cursos.

Na quarentena, as pessoas começaram a experimentar esses serviços remotos, levando a um crescimento de 34% das consultas on-line, de acordo com pesquisa da Bain & Company. Dado que também se confirma na pesquisa realizada pela BoaConsulta: 65% dos profissionais de saúde já praticam telemedicina, realizando consultas por videochamada.

O potencial de aceitação da teleconsulta é de 25% e a tendência é que aumente ainda mais, considerando o alto volume de especialidades que são passíveis de teleconsulta, como clínica geral, psicologia, medicina familiar, dermatologia, cardiologia, pediatria, nefrologia, entre outras.

No entanto, segundo o BoaConsulta, muitos profissionais ainda usam plataformas não apropriadas para consultas médicas, como:

  • WhatsApp: 45%
  • Skype: 13%
  • Zoom: 22%
  • Google Hangout: 8%

Para um primeiro momento da pandemia, é compreensível que se usasse os canais disponíveis. Mas com o lançamento de plataformas específicas para teleconsultas e um melhor atendimento ao paciente digital, é preciso adotá-las.

Apenas com ferramentas digitais adequadas é possível ter acesso ao histórico do paciente e ao prontuário eletrônico, além do registro da consulta e de fotos do paciente, garantindo a segurança dessas informações e a unificação do canal, para que sejam acessadas com facilidade.

Outra adaptação importante esperada pelo paciente digital é a redução do preço da teleconsulta, comparada à consulta presencial. Dos pacientes entrevistados pela LEK Survey, 65% indicou que o preço da teleconsulta não poderia ser o mesmo de uma consulta presencial, contra apenas 9% de pacientes que concordaram. 

Quando perguntados se o preço justo seria 80% da consulta presencial, 33% respondeu que não e 22% que sim. E, quando questionados se o preço ideal seria 60% da consulta presencial, 16% respondeu que não e 17% que sim. Com a redução dos valores para as teleconsultas, as instituições ampliam as possibilidades de atuação e alcance dos serviços, com maior número de pacientes digitais.

A expectativa é de que a teleconsulta persista muito além da pandemia, desde que usada adequadamente, dispondo de plataformas que garantam segurança e organização de dados para atender às necessidades médicas e satisfazer o paciente digital.

Saiba mais sobre a aplicação da teleconsulta na medicina e como essa tecnologia pode ser muito útil para tornar a sua rotina mais eficiente.

Em setembro de 2020, a Pixeon anunciou a aquisição do BoaConsulta, plataforma de agendamento de consultas, sistema de gestão clínica e telemedicina. O objetivo é expandir a atuação da empresa, acompanhando a jornada do paciente digital de ponta a ponta.

“Esta é a primeira iniciativa de uma série de ações de um plano estratégico maior para posicionar a Pixeon como protagonista no processo da transformação digital da saúde no país”, diz Armando Buchina, CEO da Pixeon. Saiba mais

Sobre o autor

Adriano Fontana é CEO e sócio-fundador do BoaConsulta, empresa que conecta prestadores e pacientes. É formado em Administração pela FGV de São Paulo e é fascinado por empreendedorismo, atuando também como investidor anjo. Tem como hobbies a prática de esportes e a apreciação de vinhos.

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